Deputado Olival Marques vota a favor de projeto que beneficia Bolsonaro e réus do golpe: um retrocesso à impunidade.

A Câmara dos Deputados protagonizou, mais uma vez, um episódio que ficará marcado como um duro golpe contra a luta por justiça e responsabilidade democrática no Brasil. Em uma votação cercada de articulações silenciosas e interesses nada republicanos, foi aprovado o polêmico projeto de “dosimetria”, que na prática reduz penas e abre brechas para beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pela tentativa de golpe de Estado.

Entre os parlamentares que votaram a favor dessa proposta está o deputado federal Olival Marques, que optou por se alinhar ao movimento de flexibilização e indulgência com réus de um dos episódios mais graves da nossa história recente. Sua posição reforça a narrativa de setores que insistem em relativizar a tentativa de ruptura institucional que colocou em risco a democracia brasileira.

O projeto aprovado tem sido interpretado por especialistas como uma manobra política travestida de alteração técnica. Ele fragiliza punições aplicadas pelo Judiciário e cria condições para que condenados por atentar contra o Estado Democrático de Direito recebam penas mais brandas um verdadeiro aceno à impunidade. No caso do ex-presidente Bolsonaro, que responde por incitar e sustentar discursos golpistas, a medida surge sob medida para aliviar consequências jurídicas.

A votação marca um retrocesso preocupante. Em vez de fortalecer instituições e reafirmar o compromisso com a democracia, parte da Câmara optou por sinalizar complacência com quem afrontou o país e atacou as bases da Constituição. O voto de Olival Marques, assim como o de outros parlamentares alinhados ao bolsonarismo, demonstra uma desconexão com o sentimento de grande parte da sociedade, que deseja responsabilização, não anistia disfarçada.

Diante desse cenário, cresce a indignação de quem defende um Brasil que não esqueça os atos de 8 de janeiro e seus protagonistas. A democracia não se sustenta com conivência; ela exige coragem para enfrentar aqueles que tentaram destruí-la. Infelizmente, o voto de Olival Marques caminha no sentido oposto.

A história registrará quem, neste momento, escolheu a justiça e quem escolheu proteger seus aliados.