A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Belém, prevista para esta quinta-feira (8), movimenta os bastidores da política da capital paraense. O atual presidente da Casa, John Wayne (MDB), deverá ser sucedido em meio a uma disputa que envolve diretamente a composição da base política do prefeito Igor Normando (MDB).
O vereador Renan Normando (MDB), irmão do prefeito, aparece nas articulações como um dos principais nomes para assumir o comando do Legislativo municipal. Renan está em seu segundo mandato e foi reeleito em 2024 com 9.495 votos, segundo dados oficiais da Câmara de Belém.
A eventual escolha de Renan representaria o fortalecimento da presença do grupo do prefeito no comando da Câmara e pode ter reflexos na relação entre o Executivo e o Legislativo municipal.
Zezinho Lima articula alternativa
Do outro lado da disputa, o vereador Zezinho Lima (PL) aparece nas articulações de uma possível chapa de oposição. Atual 4º vice-presidente da Câmara, Zezinho já ocupou a presidência da Câmara Municipal de Ananindeua e mantém trajetória política ligada à região metropolitana.
Nos bastidores, o nome de Zezinho passou a ser associado ao grupo político do governador eleito Dr. Daniel, que teria iniciado conversas para construir uma alternativa à candidatura apoiada pelo prefeito de Belém.
A movimentação coloca a eleição da Mesa Diretora no centro de uma disputa mais ampla pela correlação de forças políticas na Região Metropolitana de Belém.
Mudanças também podem atingir a Prefeitura
Além da eleição da Câmara, outro ponto que chama atenção nos bastidores é o futuro do vice-prefeito Cássio Andrade (MDB). Ele disputou as eleições de 2026 para deputado federal e teve sua candidatura registrada pelo MDB.
Cássio foi eleito vice-prefeito de Belém na chapa de Igor Normando em 2024 e atualmente ocupa o cargo.
Uma eventual saída de Cássio da vice-prefeitura poderá abrir espaço para uma nova composição política ao lado de Igor Normando. A definição dependerá dos próximos movimentos do grupo político do prefeito e das articulações que devem ocorrer após o resultado das eleições de 2026.
Com isso, a eleição da presidência da Câmara deixa de ser apenas uma disputa interna do Legislativo e passa a integrar um cenário maior de reorganização das forças políticas de Belém para o próximo ciclo.





