Sávio Barbosa - Cássio quer deixar seus aliados sozinho no fogo.

Categorias

Mais Lidas

Cássio quer deixar seus aliados sozinho no fogo.

O deputado Cássio Andrade, já tem a fama de abandonar as embarcações na “política” quando estão afundando, já que as má línguas, dizem que pelo poder, até o pai, o ex-senador Ademir Andrade, ele derrubou e fez com que perdesse a presidência do PSB no Pará e saísse da política. Hoje nem pai e nem filho se cruzam. Agora depois de mais um escândalo envolvendo o seu nome e de seus aliados de partido, ele tenta desvirtuar e dizer que nunca fez indicações política no governo Jatene.

Em nota ao blog do Jeso, o advogado do deputado diz que todos sabem disso. Estão tentando  ligar com o nome do Cássio Andrade para prejudicá-lo, por estar refratário à aproximação com o governo do estado. Um trecho da nota do advogado ao blog, diz que o deputado Cássio Andrade (PSB) não indicou o Michel Durans atual assessor de Cássio na Câmara dos Deputados, na época para comandar a Susipe, e que foi nomeação “direta” do ex-governador Jatene, que o deslocou da Secretaria de Justiça. Como diz na matéria: http://bit.ly/2uROeO3 

Hoje, Cássio Andrade se elegeu deputado federal e Durans ocupa cargo de confiança no gabinete dele: é secretário parlamentar e recebe cerca de R$ 2 mil por mês, uma remuneração bem distante dos R$ 27.550,61 brutos que recebia na Susipe.

A matéria escrita pela Jornalista Ana Célia Pinheiro e divulgada pela Impresa e pelo blog essa semana, deixou o deputado federal furioso e assustado, logo acionando seus advogados para desmentir. A matéria revela, que o Ministério Público de Contas do Pará (MPC-PA) pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) o bloqueio de bens do ex-superintendente do Sistema Penal, Michel Mendes Durans da Silva.

O pedido do MPC foi motivado por um escândalo cabeludo: a compra de quase 94 mil peças de uniformes prisionais, cuja dispensa de licitação, assinatura do contrato, pagamento e entrega da mercadoria teriam sido realizados em apenas um dia, às vésperas das eleições do ano passado. Segundo o MPC, há fortes indícios de que essas roupas nunca foram entregues na totalidade, o que pode ter lesado os cofres públicos em R$ 3 milhões. O MPC não descarta a possibilidade de que parte desse dinheiro tenha sido usado “para financiamento de campanhas eleitorais”.

Em outubro do ano passado, a Impresa denunciou a compra irregular desses uniformes. Vários fatos indicavam a possibilidade de que o material nem tivesse sido entregue e que o dinheiro tivesse sido desviado para uso eleitoral. Entre eles, o fato de os recursos terem sido sacados na quinta-feira que antecedeu o primeiro turno das eleições.

O empenho da transação, ao qual a Impresa  teve acesso, também continha várias estranhezas. Além dos milhares de uniformes que a OS se comprometera a confeccionar, não havia preços unitários e os valores dos lotes de peças eram redondos. E mais: segundo a própria Susipe, até agosto do ano passado o Pará possuía 856 detentas. No entanto, foram compradas, para essas mulheres, 13.594 calças, 13.600 camisas de algodão e 13.610 bermudas, o que daria 15 calças, 15 camisas e 15 bermudas para cada.

Quem fechou a transação foi Michell Durans, que assumira o comando da Susipe em junho, por indicação do então deputado estadual Cássio Andrade (PSB). A ascensão de Durans à Susipe (que gastou, no ano passado, quase R$ 360 milhões) teria sido parte do acordo entre o PSB e o então governador Simão Jatene, para que o partido apoiasse a candidatura de Márcio Miranda ao governo. Na época, devido a uma inércia de quase 8 anos, o Sistema Penal enfrentava uma crise sem precedentes. E continuou assim, sob a batuta de Durans.

É Durans, pelo visto se concretiza o que dizem por ai, o chefe vai abandonar o súdito pra apagar sozinho esse fogo.