Sávio Barbosa - Desabou o grande mirante com estátua de São Benedito em Bragança.

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Desabou o grande mirante com estátua de São Benedito em Bragança.

O mirante construído com uma grande estátua de São Benedito em Bragança, desabou no início da tarde desta segunda-feira, 27. As imagens mostram os escombros do principal cartão-postal da Pérola do Caeté, que desde a queda já circulavam nas redes sociais.

O mirante de São Benedito é um dos marcos da cidade histórica, do período colonial, marcada fortemente pelos festejos de São Benedito, santo padroeiro dos bragantinos, que acontecem há mais de trezentos anos no mês de dezembro. O monumento recebe muitas visitas diárias e fica em frente a Bragança, do outro lado do rio Caeté, na comunidade do Camutá, acessada por estrada, a 10 minutos do centro da cidade.


PATRIMÔNIO

A estrutura da estátua do Mirante de São Benedito media 16,5 m e foi construída em 2009, sendo um dos principais pontos turísticos de Bragança, localizado à margem direita do rio Caeté.

O mirante permite avistar toda a cidade – e a prefeitura já estudava a possibilidade de interligá-la por um teleférico.

A obra foi feita em menos de um ano, e ocupa hoje o espaço onde ficava antes a oca do cacique Camutá – chefe tribal dos Tupinambás Caetés, que ocupavam a região durante a fundação de Bragança no XVII – conforme relatos do historiador Leôncio Siqueira, membro da Academia de Letras e Artes de Bragança.

MAIS UM DESABAMENTO

Há exatamente um ano atrás, no mês de maio, também desabou o palacete Augusto Corrêa, uma das joias do patrimônio arquitetônico de Bragança. O prédio desabou no dia 21 de maio de 2018, também numa segunda-feira. Ele estava interditado pelo Corpo de Bombeiros desde 2015 – e já havia abrigado a prefeitura do município por muitos anos no século passado.

O palacete, situado na praça Antônio Pereira, chegou a ser isolado pela prefeitura. Ninguém ficou ferido no desabamento, mas a ocorrência revoltou moradores da cidade, que lamentam ainda o desabamento de dois outros prédios históricos da arquitetura colonial bragantina, a Casa da Cultura e o Vice-consulado Português, em menos de dois anos.

  • Nailson Guimarães
    27 de maio de 2019 at 19:19

    Infelizmente está desabando e se destruindo tudo em Bragança, palco de tantas histórias da nossa terra do Grão Pará. Parece que o Poder Público esqueceu do seu patrimônio. Triste história dessa terra maravilhosa onde passei bons momentos á beira do rio me deleitando com umas cervas geladas.