O legado de Helder Barbalho como governador do Pará.

Nos últimos dias de sua gestão, o Blog do Sávio Barbosa faz um registro histórico sobre o ciclo administrativo que marcou o Pará nos últimos anos. À frente do Governo do Estado, Helder Barbalho imprimiu ritmo intenso de trabalho, consolidou obras estruturantes e reposicionou o Pará no cenário nacional e internacional.

Ao longo dos últimos anos, o Pará passou por um ciclo de transformações estruturais, institucionais e políticas que reposicionaram o estado no cenário nacional e internacional. No centro desse processo está a liderança de Helder Barbalho, cuja gestão combinou capacidade de articulação política, volume expressivo de investimentos e protagonismo ambiental.

Infraestrutura e obras estruturantes

Um dos pilares da gestão foi o avanço em infraestrutura. A retomada e conclusão de obras estratégicas, como a reconstrução da Ponte sobre o Rio Moju, simbolizaram a capacidade de resposta do governo diante de crises. Ao mesmo tempo, houve ampliação de hospitais regionais, investimentos em policlínicas, pavimentação urbana e rodovias, além da interiorização de serviços públicos.

O programa das Usinas da Paz tornou-se uma das marcas sociais da gestão, integrando políticas de segurança, assistência social, cultura, esporte e qualificação profissional em territórios vulneráveis. A iniciativa passou a ser referência nacional no debate sobre prevenção à violência com foco em cidadania.

Desenvolvimento econômico e equilíbrio fiscal

A gestão também se destacou pelo equilíbrio das contas públicas, ampliando a capacidade de investimento do Estado. O Pará manteve índices positivos de arrecadação e ampliou investimentos em infraestrutura, logística e parcerias estratégicas, fortalecendo cadeias produtivas como mineração, agronegócio, bioeconomia e indústria.

O governo buscou atrair novos investimentos privados e consolidar o estado como polo logístico da Amazônia, aproveitando sua posição estratégica para exportações e integração regional.

Protagonismo ambiental e a COP30

O maior símbolo do protagonismo nacional e internacional do Pará foi a escolha de Belém como sede da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A realização do evento colocou o estado no centro do debate global sobre sustentabilidade e preservação ambiental.

A articulação política para trazer a COP30 envolveu diálogo com o governo federal, organismos internacionais e lideranças globais. A escolha de Belém representa não apenas reconhecimento diplomático, mas uma oportunidade histórica de projetar a Amazônia como protagonista nas soluções climáticas do planeta.

Além do simbolismo ambiental, a COP30 impulsiona investimentos estruturais em mobilidade, hotelaria, urbanização e qualificação profissional, deixando um legado permanente para a capital e para o estado.

Articulação política e liderança regional

Helder Barbalho também consolidou forte liderança regional. Sua atuação ampliou a influência do Pará nos debates federativos, garantindo recursos, parcerias e protagonismo em pautas estratégicas. O estado deixou de ocupar posição periférica nas grandes decisões nacionais e passou a ser ouvido em temas como meio ambiente, desenvolvimento sustentável e pacto federativo.

Um ciclo de consolidação institucional

O legado da gestão pode ser sintetizado em três eixos: investimento público robusto, fortalecimento institucional e protagonismo ambiental. Ao final desse ciclo, o Pará apresenta uma nova posição estratégica no Brasil mais estruturado internamente e mais visível externamente.

Ao se despedir do governo, Helder Barbalho encerra um período caracterizado por forte presença administrativa, grandes entregas e inserção internacional. Seu legado se traduz em obras físicas, fortalecimento institucional e projeção global do Pará.

O Blog do Sávio Barbosa registra, neste momento de transição, um ciclo que redefiniu o papel do Estado no cenário brasileiro com mais protagonismo, mais investimentos e uma nova posição estratégica no debate nacional e ambiental.