Sávio Barbosa - “Puxadinho do Zenaldo” no chão. Quem vai pagar essa conta?

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“Puxadinho do Zenaldo” no chão. Quem vai pagar essa conta?

O puxadinho em concreto, que o prefeito chama de “pequeno erro de projeto”, vai custar a bagatela de R$ 4 milhões aos cofres municipais. Feirantes que trabalham no Complexo Ver-o-Peso, em Belém, já fizeram até um protesto por causa dos recentes acontecimentos que envolvem o projeto de reforma do principal mercado da capital. Eles reclamam que não foram ouvidos pela Prefeitura para discutir ou tomar ciência de como seriam as construções de barracas provisórias em alvenaria, que não estariam de acordo com a proposta apresentada anteriormente.
Feirantes informam que a execução da obra foi completamente diferente do pré-projeto. Não comunicaram nada disso. Eles alegam que foram enganados, o Ministério Público e o Iphan. Era para eles terem apresentado um pré-projeto de como ficaria esse , mas não apresentaram nada.
Quem trabalha no local diariamente teme pelo remanejamento e reclama da falta de diálogo entre prefeitura e feirantes. Feirantes dizem que Zenaldo não cumpriu com a palavra dele. Disse que as barracas eram de madeira, mas são de alvenaria e para embargar isso tivemos de pressionar bastante. Eles dizem que esse projeto existe há anos, mas se tinham esse projeto, porque começar apenas agora? Certeza que isso vai ser igual ao BRT e ficar pela metade. 
Gestão de Zenaldo Coutinho admite ‘equívoco’ em obras.
Em nota publicada em seu site, a Prefeitura de Belém informou que a demolição da antiga estrutura em alvenaria e a construção da nova feira provisória, que está sendo montada no estacionamento do Ver- o-Peso, será custeada pela empresa contratada para a obra, sem ônus ao Município.
Em seguida, a Prefeitura admitiu que autorizou a obra e classificou o ‘ok’ como um ‘equívoco’ dos fiscais do órgão. “Por um equívoco de parte dos fiscais da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), foi autorizado à empresa responsável pela obra, serviços que não estavam aprovados, o que foi o caso da construção de boxes em alvenaria, quando deveriam ser construídos em madeira”.

A construtora responsável pela obra é a Impax. O contrato celebrado entre ela e a Seurb prevê a execução da obra de substituição da cobertura e das instalações elétricas, além de recuperação do piso e drenagem na feira. Pelos serviços, vai receber quase R$ 5 milhões. O prazo para a execução da obra é de oito meses a contar de 10 de janeiro de 2020. Ninguém tem mais dúvida, porém, de que a grande reforma, prometida por Zenaldo nos 400 anos da cidade em 2016, ficará como herança para o próximo prefeito executar.