Sávio Barbosa - Seap abre as Portas das unidades prisionais à imprensa.

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Seap abre as Portas das unidades prisionais à imprensa.

Um momento histórico, onde mostra a eficiência e a transparência da gestão do Secretário Jarbas Vasconcelos à frente da Seap. O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), realizou nesta quarta-feira (7), o Projeto Cadeia de Portas Abertas. O objetivo foi possibilitar aos jornalistas do estado, conhecer a nova realidade das casas penais, como os projetos de ressocialização, procedimentos de segurança, e até mesmo o Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I (CRPPI), desativado em 2019.

A visita teve início na sede da Secretaria, onde os profissionais foram brigados sobre o roteiro das visitas e os procedimentos de segurança que deveriam ser seguidos nas unidades. A Seap também exigiu dos jornalistas o cumprimento das medidas de prevenção contra o convid-19 como o uso de máscaras, de álcool 70% e ainda aplicou o teste rápido do covid-19.

A primeira parada foi no Centro de Recuperação Feminino (CRF). Os jornalistas conheceram as internas que trabalham com produtos artesanais da Coostafe – Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora. Tiveram acesso à sala de aulas com as custodiadas que participavam do Projeto Erradicação do Analfabetismo, do Projeto Realize – que oportuniza às internas cursos profissionalizantes com a Faculdade Estácio – , e ainda puderam conferir uma pequena mostra da sessão do Projetar o Futuro – projeto da Seap em parceria do Associação de Críticos de Cinema do Pará, que possibilita às custodiadas assistem filmes e ainda promove debate sobre os mais diversos temas.

De Ananindeua para Americano, o Complexo Penitenciário de Santa Izabel foi a segunda parada dos profissionais. Embarcados. Um ônibus cela, a equipe foi conduzida até a Colônia penal agrícola de Santa Isabel (CPASI). Lá, os jornalistas foram apresentados aos novos procedimentos de segurança  mostrando aos convidados os procedimentos de segurança e circularam livremente entre os apenados do regime semiaberto que trabalho no complexo, como nunca se tinha possível antes. Eles visitaram a panificadora, a marcenaria, as áreas de cultivo de hortaliças, açaí, a marcenaria e a fábrica de sandálias. “Não só como jornalista, mas como cidadã, a visita técnica é muito significativa, enriquecedora e engrandecedora, por poder viver a experiência, por poder testemunhar o Estado aplicar suas políticas públicas, fazendo algo efetivo pela vida dessas pessoas”, afirmou Larissa Guerreiro, jornalista do Portal Cultura.

Os participantes do Projeto Cadeia de Portas Abertas também  tiveram a oportunidade de ver as ruínas do CRPPI. Desativado em 2019, aquela casa já foi palco de violentas, e por que não dizer, sangrentas rebeliões e motins, deixando pra traz histórias tristes e desumanas vividas pelo antigo sistema penitenciário paraense. Hoje, o cenário é outro. O CRPP1 foi transformado em um centro de treinamento dos policiais penais e agentes penitenciários da secretaria. “Eu sou jornalista há 26 anos e já fiz muitas reportagens em unidades prisionais e a cobertura de várias rebeliões. Por isso, penso que ver o prédio do CRPP 1 desativado e novas instalações construídas e dentro de melhores padrões é importante porque representa um avanço nas condições de custódia do sistema carcerário. E como jornalista e cidadã, eu espero que essa melhoria se estenda para todas as unidades prisionais para  garantir os direitos humanos dos custodiados”, afirma Avelina Castro, jornalista da Funtelpa.

A última e mais esperada visitas dos jornalistas foi à unidade de segurança máxima da Seap, o CRPP5. No Centro de Recuperação Penitenciário do Pará V (CRPPV) as equipes dos veículos de comunicação entram nos blocos carcerários, conheceram parte dos procedimentos de disciplina e segurança implementados pela secretaria e conferiram de perto um novo ambiente para custódia das pessoas privadas de liberdade no Pará. Fabyo Lima, jornalista do O Liberal, ressalta a importância do novo sistema prisional para a sociedade e destaca que a ideia do projeto aos jornalistas é inovador, tendo um resultado positivo. “A importância do sistema prisional, já diz tanto para a questão da ressocialização, que a gente acompanhou aqui vários trabalhos, e pessoas que estão obtendo a oportunidade de aprender um ofício, pois podem sair daqui, e seguir a vida deles. E enquanto aos jornalistas, eu achei muito importante trazer os jornalistas pra cá, porque a gente precisa conhecer essa nova realidade, ver de fora, só saber de longe pela televisão, é uma coisa, mas acompanhar de perto e estar presente, é um fator importante”, disse.

Ao final da visita foi servido almoço aos jornalistas, o mesmo que é servido aos custodiadas do complexo.

Titular da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Jarbas Vasconcelos, afirma que os procedimentos adquiridos pela gestão são essenciais, pois apresenta a mudança e a progressão de um sistema otimizado, beneficiando não somente as pessoas privadas de liberdade, como a sociedade. “A nossa prática é uma prática de respeito, de tratamento humanizado da pessoa privada de liberdade, onde o Estado controla, onde o Estado governa esse espaço que antes era um espaço dominado pelo crime.”

Para o secretário, a presença da imprensa conhecendo e acompanhando as mudanças ocorridas no sistema penitenciário paraense é muito importante. “Nós temos que mostrar a nova realidade do sistema prisional, e a sociedade tem o direito de conhecer o que estamos fazendo. E nada melhor do que mostrar isso por meio dos profissionais de comunicação. O que eles puderam ver hoje é um produto da gestão prisional do Pará, que avançou e mudou radicalmente.”, disse o secretário, que acrescentou a isso a defesa de conhecer os novos procedimentos para poder defendê-los. ” Portanto, é preciso que a sociedade paraense conheça e entenda a necessidade de preservar esse sistema, porque sem esse protocolo de segurança que nós implantamos, nós voltaremos a ser uma sociedade mergulhada no medo, como foi o círculo que nós quebramos na nossa chegada, em 2019. E esse ciclo de violência não pode mais retornar”, conclui.

Informações Ascom/SEAP