O secretário de Estado de Saúde do Pará, Ualame Machado, contestou nesta quarta-feira (8) as declarações do ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel, sobre a obra do Hospital Materno Infantil do município. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário apresentou uma cronologia do convênio firmado entre o Governo do Estado e a Prefeitura e afirmou que mais de R$ 15 milhões foram integralmente repassados para a construção e ampliação da unidade, que não foi concluída.
Segundo Ualame Machado, o convênio foi assinado em agosto de 2020, com previsão de entrega do hospital em abril de 2021. Durante a execução da obra, a Prefeitura solicitou seis prorrogações de prazo, todas aceitas pelo Governo do Estado. Além disso, após um pedido de reequilíbrio financeiro, o valor inicialmente previsto foi ampliado para mais de R$ 15 milhões, montante que, de acordo com o secretário, foi totalmente transferido ao município.
Ainda conforme o secretário, o último prazo expirou em março de 2025. Antes do encerramento do convênio, o Estado notificou a Prefeitura em duas ocasiões sobre o vencimento do acordo, mas não recebeu resposta nem um novo pedido de prorrogação. Diante da ausência de manifestação, o convênio foi encerrado sem que o hospital fosse entregue à população.
Ualame também afirmou que a Prefeitura ingressou na Justiça para evitar a devolução dos recursos públicos e negou a versão apresentada por Dr. Daniel de que o Governo do Estado teria impedido a conclusão da obra. Segundo o secretário, as informações divulgadas pelo ex-prefeito não correspondem aos fatos registrados no processo administrativo do convênio.
O secretário criticou ainda a inauguração de um ambulatório no local onde deveria funcionar o Hospital Materno Infantil, afirmando que a estrutura não dispõe de emergência, internação ou atendimento 24 horas e permanece em meio às obras inacabadas.
Até o momento, Dr. Daniel mantém a versão de que o Governo do Estado adotou medidas que impediram a conclusão do convênio e a inauguração da unidade. O caso segue em discussão na esfera judicial e também no campo político.





