O ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, tem adotado um discurso crítico em relação ao processo de concessão dos serviços de saneamento no Pará, atualmente operados pela Águas do Pará. No entanto, a postura de indignação levanta questionamentos sobre a participação da própria gestão municipal no processo.
Durante a execução da concessão do saneamento, a Prefeitura de Ananindeua recebeu mais de R$ 8,6 milhões referentes à outorga do serviço. O recurso foi incorporado aos cofres municipais, mas a população segue convivendo com problemas históricos relacionados à falta de saneamento básico, esgotamento sanitário, drenagem urbana precária e infraestrutura insuficiente em diversos bairros do município.
Enquanto critica a concessão e busca se posicionar como fiscal do modelo adotado, Daniel Santos evita abordar um tema considerado central por moradores e observadores da política local: qual foi a destinação dos mais de R$ 8 milhões recebidos pela prefeitura?

A ausência de explicações detalhadas sobre a aplicação desses recursos tem alimentado cobranças por mais transparência. Para críticos da gestão, antes de apontar falhas no atual sistema, seria necessário apresentar à população um balanço claro sobre os investimentos realizados com os valores recebidos por Ananindeua.
A questão continua em aberto: onde foram aplicados os mais de R$ 8,6 milhões da outorga do saneamento e quais benefícios concretos esses recursos trouxeram para a população ananindeuense?
Enquanto não há uma resposta objetiva para essa pergunta, o debate sobre saneamento no município segue marcado por cobranças e questionamentos sobre a responsabilidade dos gestores públicos na utilização dos recursos destinados ao setor.





